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IA para escrever código: como usar bem e onde ela falha
Assistentes de código aceleram muito, mas também produzem bugs convincentes. O ganho real depende de como você conduz a ferramenta.
Por João Guioto2 min de leitura
Assistentes de IA para programação saíram do autocompletar e passaram a escrever funções, testes e até features inteiras. O ganho de velocidade é real, mas vem com uma armadilha: o código errado costuma parecer tão convincente quanto o certo.
Onde a IA ajuda de verdade
Ela é excelente em trabalho repetitivo e de padrão conhecido: escrever testes, converter formatos, gerar código de ligação, explicar um trecho legado, lembrar a sintaxe de uma biblioteca. São tarefas em que a resposta é fácil de verificar e o custo de um erro é baixo.
Onde ela tropeça
Em decisões de arquitetura, em regras de negócio específicas e em qualquer coisa que dependa de contexto que ela não tem. Aí a IA preenche as lacunas com suposições plausíveis. O resultado compila, passa em um teste superficial e esconde um erro sutil.
Trate todo código gerado como código de terceiros: só entra no projeto depois de você entender o que ele faz. 'Funcionou no teste rápido' não é revisão.
Como conduzir a ferramenta
Os melhores resultados vêm de pedidos pequenos e bem definidos, com contexto suficiente (as convenções do projeto, exemplos parecidos, o que já existe). Peça mudanças em passos verificáveis em vez de uma feature inteira de uma vez. Você revisa melhor e a IA erra menos.
Escreva o teste antes ou junto. Um teste claro dá à IA um alvo objetivo e a você uma forma rápida de saber se o que ela gerou realmente funciona.